segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Frases de Sheldon Cooper



•"Eu não posso ser impossível, eu existo. Eu acho que você queria dizer que eu sou improvável."

•"Medo de altura é ilógico. Medo de cair, por outro lado, é prudente e evolucionário."

•"Eu não sou louco – minha mãe me testou."

•"Ah, gravidade, tu és uma vadia sem coração."

•"Tudo fica melhor com Bluetooth."

•"Deveria tê-los avisado que a resistência será em vão. Tenho paciência infinita. Uma vez passei 2h30min esperando no serviço ao consumidor da HP, só para reclamar de seu serviço ao consumidor."

•"Você tem que checar suas mensagens, Leonard.
Deixar uma mensagem é uma metade de uma formalidade, que é completada quando se ouve a mensagem.
Se esse contrato é quebrado, então todos os contratos sociais são quebrados e nós chegaremos à anarquia."

•Penny: -Sheldon, você é um cara esperto... Sheldon: -Esperto? Eu teria que perder 60 pontos de QI pra ser considerado esperto.

•"Penny, percebi que você também está sozinha esta noite. Então se perceber estar sem nada pra fazer, por favor não me perturbe!"

•Penny: -Sheldon posso lhe fazer uma pergunta?
Sheldon: -Penny pelo seu grau de formação em uma faculdade comunitária lhe aconselho a perguntar o máximo que puder.

•"Dado que São Valentim foi um padre romano do Século III, que foi apedrejado e decapitado, não seria uma celebração mais apropriada levar a garota para testemunhar um assassinato brutal?"

•Sheldon ao tirar a carteira de motorista:
-Veja só, essa primeira pergunta não tem sentido. Quantos carros de distância se deve deixar à frente enquanto dirige? Não tem como responder isso! Carro-de-distância não é unidade de medida padrão.

•"Como uma cadeira de ordenha, meu caso apoia-se em três pernas" (Sheldon fazendo a própria defesa por ser sido multado no trânsito).


Fonte: Seriado The Big Bang Theory e Comunidade Frases de Sheldon Cooper (http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=106194291).

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Tempo





"O respeito pelo tempo alheio é uma cortesia que se impõe."

(Ministra Ellen Gracie se dirigindo ao Ministro Marco Aurélio no julgamento para a aplicação da Lei da Ficha Limpa)

Imagine



Imagine que não há paraíso
É fácil se você tentar
Nenhum inferno abaixo de nós
Acima de nós apenas o céu
Imagine todas as pessoas
Vivendo para o hoje

Imagine não existir países
Não é difícil de fazê-lo
Nada pelo que matar ou morrer
E nenhuma religião também
Imagine todas as pessoas
Vivendo a vida em paz

Você pode dizer
Que eu sou um sonhador
Mas eu não sou o único
Espero que um dia
você se junte a nós
E o mundo, então, será como um só

Imagine não existir posses
Me pergunto se você consegue
Sem necessidade de ganância ou fome
Uma irmandade de homens
Imagine todas as pessoas
Compartilhando todo o mundo

Você pode dizer
Que eu sou um sonhador
Mas eu não sou o único
Espero que um dia
Você se juntará a nós
E o mundo, então, será como um só

(John Lennon)

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Formoso Grito Delinquente. Muito Obrigado.



Muito obrigado aos fazedores de regras. Aos quebradores de costas. Aos autocratas sinceros. Aos falsos democratas. Aos construtores de paredes. Aos pintores de linhas. Muito obrigado. Muito obrigado novamente. Aos tatuadores de números. Aos que apontam com o dedo. Aos que calculam sua usura. Aos que separam por cor. Aos que mentem sorrindo. Muito obrigado. Muitíssimo obrigado. Por favor, dêem um passo à frente, em direção aos refletores. Deixem-se fotografar para posteridade. Para agradecer a todos vocês. Deixem-nos registrar seus rostos em nosso album da infâmia. Para que nunca esqueçamos. Para que nunca aceitemos.
Viva a Alegría!

(Alegria - Cirque du Soleil)

domingo, 4 de outubro de 2009

Só de Sacanagem



Meu coração está aos pulos!
Quantas vezes minha esperança será posta à prova?
Por quantas provas terá ela que passar?
Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam
entupidas de dinheiro, do meu dinheiro, que reservo
duramente para educar os meninos mais pobres que eu,
para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus
pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e
eu não posso mais.
Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança
vai ser posta à prova? Quantas vezes minha esperança
vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o
aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus
brasileiros venha quebrar no nosso nariz.
Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao
conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e
dos justos que os precederam: “Não roubarás”, “Devolva
o lápis do coleguinha”,
”Esse apontador não é seu, minha filhinha”.
Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido
que escutar.
Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca
tinha visto falar e sobre a qual minha pobre lógica
ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao
culpado interessará.
Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do
meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear:
mais honesta ainda vou ficar.
Só de sacanagem!
Dirão: “Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo
o mundo rouba” e eu vou dizer: Não importa, será esse
o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez. Eu, meu
irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a
quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês.
Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o
escambau.
Dirão: “É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde
o primeiro homem que veio de Portugal”.
Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal.
Eu repito, ouviram? IMORTAL!
Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente
quiser, vai dá para mudar o final!

(Elisa Lucinda)

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Heróis


As biografias dos grandes homens são feitas de absurdos, estão cheias de acontecimentos incômodos, que atravancam tudo. A vida deles lhes acontece de fora pra dentro. Muito mais interior, mais natural, mais humana é a tua vidoca, anônimo leitor, que és o herói sem história do quotidiano. Se pudesses, se soubesses contar-me a tua vida, eu tiraria dela muito mais proveito do que da vida de Napoleão.

(Mário Quintana)

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Mensagem à Poesia



Não posso
Não é possível
Digam-lhe que é totalmente impossível
Agora não pode ser
É impossível
Não posso.
Digam-lhe que estou tristíssimo, mas não posso ir esta noite ao seu encontro.

Contem-lhe que há milhões de corpos a enterrar
Muitas cidades a reerguer, muita pobreza pelo mundo.
Contem-lhe que há uma criança chorando em alguma parte do mundo
E as mulheres estão ficando loucas, e há legiões delas carpindo
A saudade de seus homens; contem-lhe que há um vácuo
Nos olhos dos párias, e sua magreza é extrema; contem-lhe
Que a vergonha, a desonra, o suicídio rondam os lares, e é preciso
reconquistar a vida
Façam-lhe ver que é preciso eu estar alerta, voltado para todos os caminhos
Pronto a socorrer, a amar, a mentir, a morrer se for preciso.
Ponderem-lhe, com cuidado – não a magoem... – que se não vou
Não é porque não queira: ela sabe; é porque há um herói num cárcere
Há um lavrador que foi agredido, há um poça de sangue numa praça.
Contem-lhe, bem em segredo, que eu devo estar prestes, que meus
Ombros não se devem curvar, que meus olhos não se devem
Deixar intimidar, que eu levo nas costas a desgraça dos homens
E não é o momento de parar agora; digam-lhe, no entanto
Que sofro muito, mas não posso mostrar meu sofrimento
Aos homens perplexos; digam-lhe que me foi dada
A terrível participação, e que possivelmente
Deverei enganar, fingir, falar com palavras alheias
Porque sei que há, longínqua, a claridade de uma aurora.
Se ela não compreender, oh procurem convencê-la
Desse invencível dever que é o meu; mas digam-lhe
Que, no fundo, tudo o que estou dando é dela, e que me
Dói ter de despojá-la assim, neste poema; que por outro lado
Não devo usá-la em seu mistério: a hora é de esclarecimento
Nem debruçar-me sobre mim quando a meu lado
Há fome e mentira; e um pranto de criança sozinha numa estrada
Junto a um cadáver de mãe: digam-lhe que há
Um náufrago no meio do oceano, um tirano no poder, um homem
Arrependido; digam-lhe que há uma casa vazia
Com um relógio batendo horas; digam-lhe que há um grande
Aumento de abismos na terra, há súplicas, há vociferações
Há fantasmas que me visitam de noite
E que me cumpre receber, contem a ela da minha certeza
No amanhã
Que sinto um sorriso no rosto invisível da noite
Vivo em tensão ante a expectativa do milagre; por isso
Peçam-lhe que tenha paciência, que não me chame agora
Com a sua voz de sombra; que não me faça sentir covarde
De ter de abandoná-la neste instante, em sua imensurável
Solidão, peçam-lhe, oh peçam-lhe que se cale
Por um momento, que não me chame
Porque não posso ir
Não posso ir
Não posso.

Mas não a traí. Em meu coração
Vive a sua imagem pertencida, e nada direi que possa
Envergonhá-la. A minha ausência.
É também um sortilégio
Do seu amor por mim. Vivo do desejo de revê-la
Num mundo em paz. Minha paixão de homem
Resta comigo; minha solidão resta comigo; minha
Loucura resta comigo. Talvez eu deva
Morrer sem vê-Ia mais, sem sentir mais
O gosto de suas lágrimas, olhá-la correr
Livre e nua nas praias e nos céus
E nas ruas da minha insônia. Digam-lhe que é esse
O meu martírio; que às vezes
Pesa-me sobre a cabeça o tampo da eternidade e as poderosas
Forças da tragédia abastecem-se sobre mim, e me impelem para a treva
Mas que eu devo resistir, que é preciso...
Mas que a amo com toda a pureza da minha passada adolescência
Com toda a violência das antigas horas de contemplação extática
Num amor cheio de renúncia. Oh, peçam a ela
Que me perdoe, ao seu triste e inconstante amigo
A quem foi dado se perder de amor pelo seu semelhante
A quem foi dado se perder de amor por uma pequena casa
Por um jardim de frente, por uma menininha de vermelho
A quem foi dado se perder de amor pelo direito
De todos terem um pequena casa, um jardim de frente
E uma menininha de vermelho; e se perdendo
Ser-lhe doce perder-se...
Por isso convençam a ela, expliquem-lhe que é terrível
Peçam-lhe de joelhos que não me esqueça, que me ame
Que me espere, porque sou seu, apenas seu; mas que agora
É mais forte do que eu, não posso ir
Não é possível
Me é totalmente impossível
Não pode ser não
É impossível
Não posso.


(Vinícius de Moraes)